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O desafio de ser mulher: Racismo, violência, desigualdade salarial...

Escrito por  Ceifeiros Web Mar 06, 2020

08 de março, Dia Internacional da Mulher, e uma boa oportunidade para se refletir como está o mundo em que elas vivem.

Ano a ano, leis são criadas ou modificadas com o objetivo de garantir justiça às mulheres. Porém, para elas, não importa a época; é viver uma marcha pela busca por direitos, respeito, dentre outras coisas. Os números são frios, cruéis e eles relatam o quanto os discípulos de Jesus precisam fazer para que, por meio do amor, homens e mulheres vivam em paz.

Mais da metade da população brasileira é composta por mulheres. Essa representatividade equivale a 103,5 milhões, ou seja, 51,4% de toda a população. Essas brasileiras têm experimentado o desafio de ser mulher em uma sociedade desigual e que se mostra hostil para elas. De acordo com pesquisa realizada em 2019 pelo Instituto Datafolha, há 536 casos de violência contra a mulher por hora no Brasil. A pesquisa aponta que em 76,4% dos casos, as vítimas conheciam o autor da violência. Entre eles, 42% ocorrem dentro de suas casas, local que deveria oferecer segurança às mulheres. Mais da metade das vítimas, 52%, não denunciou o agressor ou procurou ajuda.

A estatística é assustadora. Um mapeamento realizado ao longo do ano de 2018 apontou que 1,6 milhão de mulheres sofreram espancamentos ou tentativa de estrangulamento no Brasil. O estudo revelou também que 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Os números levantaram a dúvida por parte da diretora executiva da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, se realmente existe lugar seguro para a mulher na sociedade. "A mulher sofre violência dentro de casa; aí ela pega o metrô para ir ao trabalho, onde também é assediada. Qual é o lugar seguro, então? Ele existe?” Indagou Samira em entrevista à BBC Brasil.

Desigualdade Salarial

Mesmo empregando tempo e dinheiro com a qualificação profissional, a mulher tende a receber salário médio de 62% em comparação à remuneração de um homem com a mesma escolaridade. São dados da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) dá um panorama mais claro, ao apontar que a renda média dos homens brasileiros, em 2014, chegava a R$ 1.831,30. A renda média das mulheres brancas era de R$ 1.288,50, percentual de 70,4% comparado ao salário dos homens. Já as mulheres negras, a média salarial caia para R$ 945,90.

A técnica de Planejamento e Pesquisa do IPEA, Natália de Oliveira Fontoura, relata que as diferenças não são uma particularidade do mercado de trabalho. Elas também existem no campo acadêmico. “Os cursos em que as mulheres são mais de 90% dos alunos, como pedagogia, traduzem-se em salários mais baixos no mercado. E os cursos em que os homens são a maioria, como as engenharias e ciências exatas, têm os salários mais altos. Há uma divisão sexual do conhecimento”, explica.

Racismo

A mulher também luta contra o racismo. Conforme vimos acima, por ser negra, sofre defasagem salarial e, como se não bastasse, entra para outra estatística que é caracterizada como feminicídio. No início da década passada, o Mapa da Violência apontava aumento de 54,2% no número de homicídios contra mulheres negras (período entre 2003/2013); em contrapartida, o número de homicídios entre mulheres brancas caiu 9,8%.

Oremos pelas mulheres, quer sejam as cidadãs brasileiras ou de outras partes do mundo. A violência contra a mulher não existe apenas do Brasil, mas ela ocorre no mundo inteiro. Que a sua oração hoje peça a Deus que o amor seja disseminado em nossa sociedade, a começar por cada um que professa o Senhor Jesus como Salvador

Última modificação em Segunda, 09 Março 2020 12:05

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