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A Origem da Páscoa

Escrito por  Pr. José Wellington B. Costa Abr 02, 2020

A Páscoa judaica, Pessach, em hebraico, significa passagem; a cristã é a comemoração da Paixão de Cristo, que se realizou em uma destas festas dos judeus,

quando Jesus, como o Cordeiro de Deus, voluntariamente, entregou-se como expiação pelos nossos pecados e, por intermédio de sua morte e ressurreição, salvou-nos da condenação eterna em cumprimento da promessa feita em Gênesis 3.15.

A Páscoa judaica foi estabelecida por Moisés, de acordo com a ordem de Deus, para comemorar o momento da passagem do Anjo do Senhor pelo Egito, a fim de matar todos os primogênitos egípcios, desde o filho mais velho de Faraó até os de seus servos e dos animais. Após nove pragas realizadas, para obrigar este governante a liberar o povo, veio a décima, a qual convenceu a todos que não adiantava resistir diante da vontade do Todo-poderoso (Êx 12.21-27).

O significado da Páscoa cristã relembra os três dias, desde a morte até a ressurreição de Cristo, o principal pilar da fé cristã. Jesus, com Cordeiro de Deus, ofereceu-se em sacrifício para salvar a humanidade da condenação eterna. Sua crucificação e ressurreição aconteceram na época da realização dessa festa judaica, o que criou um paralelo entre as duas comemorações. Por isso, pode haver a coincidência de serem feitas juntas.

Na tradição cristã, a páscoa encerra a Quaresma, que antes constituía um período de quarenta dias de jejum. Esta festividade é concluída com a Semana Santa, iniciada no Domingo de Ramos, que marca a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém; passa pela Sexta-feira da Paixão, que faz referência à morte de Jesus, e é finalizada no Domingo de Páscoa, que celebra sua ressurreição como prova de sua vitória.

A Páscoa cristã foi instituída no Concílio de Niceia, em 325 d.C. Inclui-se atualmente nesta festividade o coelho e os ovos, que eram elementos do culto pagão. Acredita-se que estes ingredientes eram vistos por povos na antiguidade como símbolos da fertilidade. Assim, à medida que eles foram cristianizados, esses apetrechos tornaram-se indispensáveis nesta festa, fato este que o comércio tanto explora como meio de ganhar dinheiro através da venda do chocolate.

Cristo é verdadeiramente nossa Páscoa. Assim como os hebreus reuniram-se naquela noite para comerem um cordeiro ou um cabrito assado, com pão sem fermento e ervas amargosas, prontos para saírem depois da morte dos primogênitos egípcios, devemos estar preparados para o nosso êxodo que acontecerá a qualquer momento mediante o soar da trombeta que nos convidará para irmos ao encontro de Jesus nos ares.

Última modificação em Quinta, 02 Abril 2020 23:01

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