Sociedade Bíblica do Brasil celebra 70 anos promovendo a Palavra

Escrito por  Mai 23, 2018

Em uma manhã ensolarada de quinta-feira dirigimo-nos rumo a Barueri, no bairro do Tamboré, onde há mais de 20 anos funciona a Gráfica da Bíblia, em uma área de quase sete mil m² que se dedica exclusivamente à produção de bíblias.

Em uma construção moderna, constituída de aço, vidro e concreto, entramos nas dependências da empresa e fomos bem-recebidos pela coordenadora de comunicação, Alessandra Neves. Uma placa grande no hall de entrada mostrava a contribuição de outras sociedades no mundo para que a brasileira produzisse suas próprias bíblias. Países como EUA, Alemanha e até o Suriname, nosso vizinho sul-americano, investiram na obra. Com seus mais de 500 colaboradores, 260 somente na produção, a gráfica funciona 24 horas por dia dividido em três turnos, a fim de produzir diariamente 42 mil exemplares, uma Bíblia a cada dois segundos. Desde 1995 foram produzidas cerca de 160 milhões de bíblias e novos testamentos; só em 2017 fechou-se a produção com 8.652.000 exemplares.  Nenhuma Sociedade Bíblica no mundo chega perto desta cifra.

            Nesses 70 anos de história, a SBB (Sociedade Bíblica do Brasil) passou por tempos difíceis, como lembra o atual diretor executivo, Rev. Dr. Erní Walter Seibert, empossado no cargo após a aposentadoria do antigo diretor, o Rev. Rudi Zimmer, no último dia 16/05. “Quando começou há 70 anos, a distribuição de bíblias era na ordem de 80.000 por ano. Foi um tempo difícil, onde não havia impressão no Brasil, as bíblias vinham de fora. Na década de 80, sofremos com o preço da impressão, quando começamos a planejar o parque gráfico, que perdurou até 1995, e fez o custo da Bíblia diminuir muito”. A expansão do pentecostalismo ajudou a alavancar a produção exponencialmente, conforme as palavras do Rev. Seibert: “Quem mais compra bíblias são os pobres, não os ricos. A igreja evangélica é dos pobres, não dos ricos”. Também fomos informados que o custo da Bíblia mais popular possível é de US$ 1,30 (R$ 3,60), o que daria R$ 4,70 aproximadamente, ou seja, qualquer Bíblia vendida a um preço menor que R$ 5,00 é subsidiada.

Tour no Parque Gráfico

Nossa visita ao Parque Gráfico foi monitorada pelo pastor Gilvan dos Santos Lima, coordenador de Desenvolvimento Institucional, que nos muniu de informações relevantes sobre a produção. O papel bíblia vem de fora, principalmente de países frios como a Finlândia ou Suécia, pois a celulose produzida nesse clima é de melhor qualidade. Além do português, a Bíblia é impressa para 30 idiomas, distribuída para 100 países diferentes, tudo feito no mesmo local: miolo, capa, encadernação, costura, sempre com qualidade, garantia de encadernação de 15 anos, segundo Gilvan. A SBB possui mais de 500 títulos em seu portfólio, que incluem bíblias, porções e bíblias de estudo, que são muito vendidas para explicar o texto sagrado. O Rev. Seibert explica: “Temos as chamadas bíblias temáticas, como a Bíblia da Família, com referências próprias, a Bíblia Jovem, com uma temática voltada para esse público, e muitas outras, como a Bíblia de Justiça Social, a Bíblia do Professor de EBD, a Bíblia Missionária de Estudo, a Bíblia Conselheira, a Bíblia da Mulher e a Bíblia do Pregador e a da Pregadora Pentecostal, que, apesar do recente lançamento, tem surpreendido nas vendas”.

2018, O Ano da Bíblia

As Sociedades Bíblicas espalhadas pelo mundo, periodicamente, realizam o ano da Bíblia para movimentar as pessoas em torno da Palavra de Deus. No Brasil, 2018 fecha o biênio dessa celebração. Além de todo esse material, a SBB publica também bíblias em línguas indígenas (guarani mbyá, por exemplo), porções em língua de imigração (evangelho de Lucas na língua Calon Chibi, para a comunidade cigana, que somente no Brasil é falado por mais de 600.000 pessoas), A SBB também produz a Bíblia em braile, em 38 volumes que empilhados dariam cerca de dois metros de altura, e aproximadamente 40 quilos de papel a um custo de R$ 2.800,00 que são distribuídos gratuitamente aos deficientes visuais, que somam cerca de 528.000 pessoas no Brasil.

            Olhando para o futuro, para as bíblias digitais, perguntamos ao Rev. Seibert se a Bíblia impressa está com os dias contados, e a resposta veio incisiva: “Cada uma tem o seu lugar. A TV não substituiu o rádio; a internet não substituiu a TV. A Bíblia impressa sempre vai ter o seu lugar”. A nossa visita terminou com um delicioso almoço no refeitório da empresa.

             Guardamos boas recordações de um dia dedicado à Palavra de Deus. O importante nas palavras do Rev. Seibert é que “todos nós trabalhemos na causa da Bíblia, e a nossa missão é de proporcionar o acesso de todas pessoas à Palavra de Deus”. A SBB está aberta a quem interessar. A visita inclui tour à Gráfica da Bíblia e Museu da Bíblia, além de palestra sobre o trabalho das Sociedades Bíblicas no Brasil e no mundo. A sede nacional da SBB situa-se na Avenida Ceci, 706, Tamboré, Barueri/SP. O telefone para contato: 0800 727-8888.

 

Última modificação em Terça, 05 Junho 2018 14:10
Geisel de Paula

Geisel de Paula é repórter do site e jornal Ceifeiros em Chamas, bacharel em teologia pela Faesp.

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