Pastor Paulo Silva, secretário de missões do Ministério do Belém

Escrito por  Ceifeiros Web Mai 30, 2018

Ele lidera a Secretaria de Missões do Ministério do Belém há 15 anos.

Sucedeu o pastor Bezerra, que cuidou deste departamento por muitos anos. Pastor Paulo nasceu em São Geraldo de Minas em 05 de março de 1937, casado com a irmã Rute Silva, com quem teve dois filhos.

Nesse bate-papo, ele fala sobre o trabalho de missões no Ministério do Belém, de algumas experiências e sobre seu curto envolvimento com a política na cidade de Suzano/SP, Setor 13, onde é o pastor da igreja há 14 anos.

Como tem sido a experiência de liderar a Secretaria de Missões nesses 15 anos?

Exerço um trabalho de continuidade, porque a Secretaria de Missões do Belém já existe há muito tempo. Para você ter ideia, há 50 anos que nossa igreja ajuda missões no Paraguai. Em quase toda a América do Sul temos missionários: Na Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Bolívia, Colômbia, etc. Temos também nos Estados Unidos, na Alemanha, Suíça, França, Espanha, Inglaterra, África, Índia, onde há missionários cadastrados na Secretaria de Missões do Belém, de onde recebem uma ajuda mensal. Alguns em real, outros em dólar, o que pesa um pouquinho, porque esta moeda está cara. Mas esses são os missionários que foram enviados por nós e passou pelo crivo do Belém. Existem outros obreiros que nossos pastores setoriais enviaram. Muitos estão no Piauí, na Bahia, em Minas Gerais, em Pernambuco, no Ceará, etc. Há pastores presidentes de campo que têm obreiros na Venezuela e em outros países. Como esses pastores enviam diretamente, a responsabilidade de manter o missionário é deles.

O que o senhor acha desse cenário de obreiros que foram enviados sem passar pelo crivo?

A visão de cada um é boa; é uma proposta missionária. E eles tiveram a oportunidade de fazer missões. Porém, certo pastor, um tempo atrás, perguntou-me se poderia transferir os missionários dele para a secretaria de missões do Belém. Eu disse que seriam bem-vindos. Eram 17 obreiros. Aí eu perguntei: O senhor vai mandar o pagamento mensal deles? Ele me respondeu que não; seria por minha conta. Repliquei que não, pois seria uma deslealdade. O senhor faz culto de missão, tem seu caixa em sua igreja e não vai mandar uma ajuda para nós? Nosso departamento não tem como suportar. Mas, com tudo isso, o trabalho cresce. A obra missionária na Bolívia, por exemplo, está excelente. Mandamos um missionário para Santa Cruz de La Sierra há dois anos, e fiquei muito contende de ver os frutos. O obreiro que está lá é alagoano, o pastor Edson Tavares. Inclusive, tem uma filha que está no terceiro ano de medicina naquela cidade. Ele nos representa muito bem.

O senhor esteve na comemoração do segundo ano da AD Belém na Bolívia?

Quando eu cheguei à Bolívia, vi o renascimento do Belém no país; encheu meu coração de alegria. O pastor Héber, junto com outros companheiros, abraçou o trabalho e contribuiu para a compra do terreno e a construção do templo. A nossa secretaria envia uma ajuda de custo. O segundo aniversário do Ministério do Belém em Santa Cruz de La Sierra foi marcado pela conversão de 15 pessoas e pelo batismo de 15 novos crentes. O trabalho está em pleno progresso.

Por que o senhor disse “resnascimento” do Ministério do Belém na Bolívia?

Eu tive um obreiro, Adilson, quando eu morava em Araçatuba/SP, que me disse ter uma chamada missionária e estava disposto a ser experimentado antes de ir fazer missões transculturais. Ele me perguntou: Pastor, o senhor tem um lugar que não tenha igreja do Belém? Eu disse: Em Lavínia/SP, campo de Araçatuba. Ao chegar naquela cidade, ele alugou uma casa de madeira e comprou uma caixa de som. Passou um ano e meio com a esposa pregando e não ganhou uma alma para Jesus ali. Nesse meio tempo, nós abrimos um trabalho em Prudente de Moraes e em 30 dias tínhamos 28 novos convertidos e um terreno para construir a igreja. Convidei-o para assumir este novo trabalho. Ele aceitou, e em quatro meses, já fizemos lá o primeiro batismo de 32 pessoas. Após um tempo, ele me chamou e disse: “Pastor Paulo, agora estou pronto para ser um missionário”. Isso ocorreu no ano de 1995. Então o enviei para Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, e fez um bom trabalho. Porém, a liderança que me sucedeu, não deu muita importância e entendeu que ele deveria voltar ao Brasil. Ele ficou no Estado do Espírito Santo com a família até ser enviado para Almeria, Espanha, na região próxima ao Estreito de Gibraltar, canal marítimo que separa a Europa da África. Mas, voltando à pergunta, foi por esse motivo que eu disse que retornar a Santa Cruz de La Sierra e ver todo esse progresso, e a Assembleia de Deus Ministério do Belém renascendo ali, é de encher o nosso coração de alegria.

Na entrada do templo em Suzano há um banner que mostra um mapa onde a secretaria de missões do Belém mantém missionários. O senhor já visitou todos aqueles países?

Não. Fui uma vez à Suíça, à Milão, na Itália. Estive na Colômbia, Argentina, onde o pastor Paulo Freire comanda o trabalho missionário lá. Todos os anos eu visito, no Paraguai e Bolívia, os obreiros que estão lá.

A Bolívia passou por um processo difícil a pouco tempo. Foi tranquilo sua visita ao país?

Na semana que nós viajamos, chegamos a pensar que não entraríamos. Porque o presidente Evo Morales estava prestes a aprovar uma lei que afetaria as igrejas, mas houve um movimento de comoção em todo o país, e as orações fizeram com que ele revogasse essa lei.

Tem viagem programada para algum país?

Eu não viajo tanto, porque as viagens geram uma elevada despesa. Então, visito uma vez ao ano e minha preferência é para o Paraguai, porque eles têm um grande respeito por nós, devido à influência histórica que temos nesses 50 anos da AD Belém neste país. O Belém investiu maciçamente lá; até a própria sede da AD paraguaia foi feita por brasileiros. Tem uma sala na igreja que eu precisei levar dois pedreiros nossos para fazer o acabamento, porque no Paraguai não há tanta mão de obra especializada como nós temos.

Mudando um pouco o assunto, na eleição passada o senhor saiu candidato como vice-prefeito de Suzano. Como foi essa experiência?

Rapaz, a experiência foi muito boa, porque descobri que este negócio não é para mim (risos).

Mas o que levou o senhor aceitar o desafio?

Fui procurado pelo candidato Said Raful e equipe, e por outros políticos. Levei o assunto ao Ministério do Belém e fui aconselhado pela deputada Marta Costa a apoiar o Said, um jovem com carreira promissora na política, por ser do PSD, coligado ao PSC e outros partidos. Devido o apoio da igreja, o Said teve 35 mil votos e foi o terceiro mais votado. As pesquisas anteriores apontavam que ele teria 18 mil votos. Os especialistas dizem que foi devido a minha pessoa. Mas no dia que a eleição acabou, ele me procurou para agradecer e aproveitei para dizer que meu compromisso com ele havia acabado e que iria cuidar somente da igreja.

Porém, se tivesse sido eleito?

Rapaz, se eu tivesse sido eleito, estaria enrolado; aí eu ficaria mal na cidade. Porque não tem jeito de melhorar as coisas de uma hora para outra. A turma ia dizer: “Cadê o pastor? Cadê o ficha limpa?” Porque a turma lá diz isso: “O pastor Paulo tem ficha limpa”. Eu estaria em um mato sem cachorro (risos).

O senhor aceitaria concorrer novamente?

Não! Já tenho 81 anos de idade e daqui para frente só vou cuidar da obra de Deus. A AD Belém em Suzano é ótima para se trabalhar. Se você vier a uma reunião de obreiros aqui, verá quase 600 homens e 400 irmãs do Círculo de Oração. É um público de congresso para muitas igrejas. É um povo muito bom.

O Senhor recebeu um título, que é a maior honraria da Câmara Municipal, a medalha Marcos Figueira. O que isso representa?

Sou uma pessoa agradecida pelo que Deus faz. Se eu já recebi o título de Cidadão Suzanense e agora essa medalha, é por causa do povo de Deus, da igreja. Zelo pelo bom nome do Ministério do Belém e tenho gozado de grande conceito diante das autoridades. Graças a Deus, nossa igreja é muito considerada em Suzano.

Última modificação em Terça, 05 Junho 2018 14:19

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